19 de mai de 2011

A saga da cura

     Nesta semana li muito sobre amor. Acho que aconteceu um transmimento de pensação entre os blogueiros que leio. De tanto ler, tive vontade de escrever.
     Eu comecei a amar (e a sofrer) mais cedo do que a maioria das pessoas, aos oito anos. E não era platônico não, fui correspondida. Mudei de cidade, fui parar muito longe dali e acabei esquecendo.
     Hoje, mais velha e mais calma, consigo entender que qualquer mudança pretendida na nossa vida tem que começar em nós mesmos. Como podemos querer mudanças e continuarmos iguais? Achar um culpado pelas coisas que nos acontecem é uma fuga de si mesmo.
     Eu sofri muito por amor. Sempre mergulhando de cabeça em tudo o que faço, meu erro foi deixar que meus amores fossem a razão de tudo pra mim. Minha (in)felicidade estava atrelada ao fato de estar ou não com alguém, fosse como fosse. Eu não conseguia estudar, trabalhar ou estar com minha família. Domingos eram tenebrosos. Afinal, eu teria que ter a mim como companhia...que horror! Eu ligava para as pessoas e pedia, Pelo Amor de Deus, que elas estivessesm comigo. Isso é desesperador. Ninguém quer estar com uma pessoa melancólica, triste e chata; que só fala de amores frustrados!
     Demorou, mas um dia eu resolvi cuidar da minha vida. Vivi um dia depois do outro, como que anestesiada da minha dor, proibida por mim mesma de ligar para qualquer pessoa. Meu objetivo era trabalhar, estudar e ouvir Ana Carolina, MUITO.  
     Quando dei por mim, estava curada. Nesta época, eu amava ficar em casa, com meus livros, meus discos e meu quarto. Saía à noite, com meus amigos, apenas para jogar conversa fora. De repente, conheci meu marido. Neste ponto da vida, eu já era uma mulher interessante, alegre, satisfeita com a vida! Ria dos problemas, seguia em frente. E ele resolveu seguir comigo.
     Não digo que nós nos completamos: eu já sou completa sozinha. Ele acrescenta (e muito!) coisas boas a mim. É meu amigo, meu confidente e até meu cúmplice. Ele não precisa de mim,nem eu dele. Nós QUEREMOS estar juntos.
     Eu nunca ouvi ninguém dizer que casamentos são fáceis. Conviver é difícil, seja com namorado, filhos, pais, cônjuje... Estou convencida de que cuidar da própria vida, do crescimento pessoal, independente da outra pessoa é a fórmula do bom casamento.
    

     Há personagens que foram de suma importância nessa jornada. Serei grata a eles para sempre. Obrigada Salomão, Tia MIMI, Fafá, mãe, Karinão, Bruno, e tantos outros... a lista é grande!





6 comentários:

  1. É isso mesmo...não existe esse de "duas metades da laranja"...A laranja ter que ser inteira as duas e juntas podem dar um belo suco! Bjos

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  2. Acho que foi uma das melhores definições de amor pra mim, pois não é forçada, decorada como um bolo, cheia de coraçõezinhos e tudo o mais.
    Eu estou percorrendo no momento o caminho que você percorreu. Me voltei pra mim pra poder me encontrar, pra descobrir em mim a pessoa que preciso descobrir.

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  3. Oi Marcela,
    que bom ter você aqui no blog... seja bem vinda!!! Aliás, o seu é ótimo!!!
    Adorei a metáfora do suco. E se ele azedar, a gente põe um pouquinho de açúcar, meche, e ele fica bom de novo!!!
    Um BJO!

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  4. Isso aí Eduardo!
    Aquele clichê "eu me amo" é uma verdade, mas se amar não é fácil! Precisa de dedicação e tempo.
    Para que você deixe de dedicar seu tempo a você e passe a dedicar a outra pessoa, tem que valer muuuuuuuito a pena!!!!

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  5. Querida amiga blogueira Catarina, ou só Cata, para todos nós blogueiros, percebe-se pelo que você escreve que você é uma pessoa muito bem resolvida, mas infelizmente nem todas as pessoas tem essa capacidade de amar e respeitar a si mesma. Obrigado pelas visitas, obrigado pela sua amizade. bjnhos.

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  6. Oi Suely,
    bem resolvida?! Acho que não.... tenho tantas inseguranças, sou tão triste as vezes...
    O que eu acho é que tem que haver uma busca constante pelos caminhos que julgamos certos. Quem sabe um dia, de tanto procurar, a gente acha? ;)
    Um grande beijo,
    de mim que sou tão complicada....ainda!

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