17 de fev de 2011

A música em mim

     Dançar é a frustração vertical de um desejo horizontal.(ufpel.edu.br/~ssgremio/definic.htm) Para mim, dançar faz parte da alma. É tão necessário quanto respirar, e tão prazeroso quanto transpirar!
     Na dança exorciso meus diabos, me encontro com meus Deuses.
     Normalmente, acho que meu espírito é maior que meu corpo! Pelo menos foi a única justificativa que encontrei para o fato de ser tão, tão estabanada. Mas quando estou dançando, sendo levada pela música que penetra nos poros do meu corpo, minha alma entra em harmonia, como a criança que, ao ser alimentada, se aquieta nos braços da mãe.
     Tal fenômeno se dá com algumas músicas: são aquelas que conseguem romper as barreiras da mesmície. Na antiguidade, a música era parte da religião, do culto aos Deuses. Quem sabe não é daí que vem a intensidade da minha dança, da música em mim?!
     Minha formação foi dentro do balet clássico, e não foram poucos anos. Mas não era para ele que eu conseguia, desde pequena, chamar a atenção de quem passasse por perto.
     Tenho uma relação intimista com as coisas que vêm do Egito, dos ciganos, da Espanha e dos sons muito graves. Desde as vestimentas até o rosto, o cabelo e a postura. E essas impressões não são só minhas. Muitas pessoas já fizeram essa relação.
     As facilidades e oportunidades da minha vida estão sempre esbarrando nesses temas. É de assustar... ou de se maravilhar.
    

    

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